[Resenha] As vantagens de ser invisível

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Título: As vantagens de ser invisível 
Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco

Sinopse:


"Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude."


Oi, meus amores. Tudo bom? 


Eu não gostei muito desse livro. Ele é bom, mas é muito previsível, e eu achei meio água com açúcar. Ele fala sobre uma realidade, que embora retratada em outra época, continua presente nos dias atuais.

Meninos e meninas solitários, que acabam se fechando de certa forma para a sociedade e sendo aos olhos da mesma invisível. Pelo simples fato dessa mesma criança não ter o "padrão" de beleza, inteligência, ou até mesmo por ser menos desinibido que os demais, acabam ficando isolados.



Esse livro nas mãos de um pai ou uma mãe que buscam maneiras de interagir melhor com seus filhos é uma mão na roda. Em muitos casos essas coisas acontecem justamente por negligência dos pais, ou até mesmo por eles não terem didática para lidar com isso. Não digo todos no geral, tem muitos pais esforçados, e que mesmo assim sofrem por alcançar as expectativas. Na minha opinião, o personagem é daquele jeito, e cresce passando por tudo o que passou por negligência dos pais. Não basta amar, tem que educar, ser presente.
Sobre a capa, eu particularmente não curto livros onde na capa tem ilustrada pessoas, que no caso são os personagens do filme, Charlie (Logan Lerman), Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller). Eu ainda não assisti ao filme, não faço ideia de como seja(se é diferente do livro), já que algumas adaptações fogem um pouco do livro. O que eu achei bonito na capa foram as letras, e a cor, as letras são em auto-relevo, e a cor é um verde vibrante que chama muito a atenção, no caso de uma livraria, se eu o visse e lesse a sinopse atrás, com certeza compraria. 



O livro é narrado em forma de diário, iniciado em 1991, por um jovem rapaz de 15 anos, chamado Charlie. Ele vivia com seus pais, irmã e irmão. Era sozinho, não tinha amigos, o único grande amigo que tivera cometeu suicídio, e os outros que restaram mudaram com o tempo, o que ocasionou no afastamento. Ele usa essa espécie de diário para contar ao leitor tudo o que se passa na vida dele, tanto coisas do seu dia-a-dia, como coisas que já haviam acontecido em sua vida anos atrás, como sua grande amizade com sua falecida tia Helen (irmã de sua mãe), a ausência de amigos, seus afazeres, suas tristezas, escola. Até que um dia ele conhece um casal de irmãos, em um jogo de futebol americano, que o veem como uma pessoa normal, e não como um garoto estranho, e esse episódio dá início a uma grande amizade.
"Eu acho que é ruim quando um cara olha para uma garota e pensa que a forma como ele a vê é melhor do que a garota realmente é."
Os irmãos eram Patrick e Sam. Charlie já conhecia Patrick de vista e o conhecia por seu apelido, Nada. Sim, "Nada" era o apelido do cara. Mas só começou a falar com ele no dia em que conheceu ele e Sam juntos. 
Quando Charlie viu Sam foi amor a primeira vista. O livro aborda muito essa paixonite do Charlie, mas não é nada de diferente, nada surpreendente. Eu esperava um final um pouco diferente, não esperava algo tão normal. Sei lá, me senti realmente lendo o diário de uma pessoa normal. Não fez o meu tipo. Gosto de livros que me surpreendam, que me façam pensar uma coisa e depois quebrar minha cara e ser uma coisa ainda mais fantástica. 
"Eu gostaria de deixar de ser apaixonado pela Sam. Eu gostaria muito. Com amor, Charlie"
No todo o livro tem algumas mensagens nas entrelinhas, justamente relacionadas ao que eu disse no início da resenha, o que é muito importante. Fora isso, nada especial.

Então, se você não gosta de livros que não te surpreendam... Não leia!

Espero que tenham gostado, pessoal! Até a próxima.
Beijo beijo ;*

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